nspeções do MPTO constatam falhas em unidades de saúde da capital

Ministério Publico Estadual visitando pronto atendimento na região sul de Palmas.


Esta semana o Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da 27ª Promotoria de Justiça da Capital, realizou uma série de vistorias a unidades de saúde do município de Palmas. Na segunda-feira, 21, na Unidade de Pronto Atendimento da região Sul de Palmas (UPA Sul), a equipe do MPTO ouviu relatos de falta de médicos e medicamentos.

De acordo com o promotor de Justiça Thiago Ribeiro, responsável pela ação, há um quadro de desabastecimento na farmácia. “De imediato recebemos a informação da falta de diversos medicamentos e insumos, como ranitidina, transamin, morfina, hidróxido de alumínio, vacina antirrábica, lençóis descartáveis, dentre outros”, comentou o promotor de Justiça.

A UPA Sul atende uma média de 10 mil pacientes por mês. No dia da vistoria, havia a necessidade de mais três médicos para cobrir a demanda. Uma mãe que acompanhava o filho no setor de pediatria relatou que esta era a terceira vez que procurava a unidade de saúde este mês e até então não conseguira a medicação adequada.

Centros de Saúde da Comunidade
Já nesta terça-feira, 21, foi a vez de dois Centros de Saúde da Comunidade da região Norte de Palmas receberem a vistoria da equipe do MPTO. A unidade localizada na quadra 406 Norte não contava com vacinas como DTP, tetravalente e pentavalente, sendo verificada ainda a falta de cartões de vacinas para novos registros.

Os 10 agentes de saúde à disposição da Unidade contam com apenas um computador para o trabalho diário. Eles também não possuem uniformes adequados e reclamam que os valores do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) não são repassados aos profissionais há mais de três anos. Na odontologia foi constatado falta de medicamentos e insumos básicos para o atendimento da população, como anestésicos, ácido para resina e ionômero de vidro.

Já o Centro de Saúde da Comunidade da 508 Norte apresenta uma estrutura física mais desgastada pela poeira da região, que não possui asfalto. Também há falta de anestésicos e insumos como ataduras e outros insumos. O promotor de Justiça Thiago Ribeiro disse que o local necessita de mais cadeiras para aos usuários e, pelo menos, quatro computadores para atender à demanda administrativa.

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